“PERÍODO SABÁTICO”
Por: Gustavo Huber - transcrito de artigos do jornal O Estado de São Paulo. 

No meio corporativo o nome sabático é apontado e tido como um recurso utilizado pelos executivos, empresários e artistas, não só para redefinir rumos de carreira, mas também para reciclagem do repertório profissional e pessoal.

Sair em sabático é um período de grande reflexão, inspirado pela motivação pessoal para reavaliação da vida. Não importa a duração, se é de meses ou anos, ou o formato. Pode ser uma viagem turística, percorrer o Caminho de Santiago, na Espanha, um curso no exterior, trabalhos voluntários ou reclusão em casa. O que caracteriza um período sabático é o afastamento da rotina convencional para viver sem rumo, sem lenço e documento.

O termo vem do hebraico (shabath) e significa repouso. É o dia de recolhimento semanal dos judeus. – Nas universidades americanas o sabático já é secular. Professores e funcionários graduados que trabalham por seis anos seguidos na mesma escola, adquirem o direito de se afastar por um ano para cuidar da própria reciclagem, em geral atrelada ao estudo de novos temas.

Período sabático pode ser também, peregrinar por países. Não Ter endereço ou paradeiro para o dia seguinte, entre trilhas de montanhas ou florestas. Dormir em qualquer lugar barato, passível de forrar um pano no chão, comer entre pescadores, com o mínimo de subsistência. - Se desprender de conceitos de qualidade de vida social, espiritual e ou status profissional.

Objetivo? “viver um tempo sem planejar nada, Ter tempo para refletir sem a certeza de voltar e se descolar do ambiente conhecido que até então vivia”
A volta geralmente firma a alta convicção da própria qualidade de vida, fazer, ser, agir, recomeçar sem a influência de tabus, mitos, condições e modelos impostos.
“voltar com uma visão mais holistica” – mudanças interiores harmoniosas, espiritualizadas e com senso mais humanitário, também.

Não tem nada haver com desapego familiar, busca espiritual, superação de vícios, apenas voltar mais determinado, disciplinado e dedicado a viver de bem com “todo mundo e com sigo mesmo”.

Um grande exemplo é o caso do escritor Paulo Coelho, que estava “perdido na própria vida” depois que sua mulher, a qual amava ardentemente lhe trocou. Ele resolveu fazer o Caminho de Santiago e se encontrou com sigo mesmo e se tornou um dos maiores sucesso literário do mundo. Existem centenas de outros casos semelhantes e um deles é o meu. . .   

 

PENSE NISSO!